Não à violência contra a mulher
Fotos: Divulgação

Não à violência contra a mulher

Cris Cyborg, Anna Layza, Dra, Rafaella Ribeiro e Carol Dias fazem campanha junto a Centro de Pesquisas alertando para a prevenção e combate à violência contra a mulher

A campanha promovida pelo Dr. Fabiano de Abreu e a Dra. Leninha Wagner tem participação de figuras públicas que aprovam a prevenção

O recente caso de agressão cometido por DJ Ivis contra sua companheira dominou as redes sociais nesta segunda-feira. No entanto, além do aspecto penal, onde deve-se analisar as punições que tal situação exige, é chegado o momento de entender a questão mental por trás disso. Diante disso, uma campanha promovida pelo neurocientista e neuropsicólogo Dr. Fabiano de Abreu e a psicóloga Leninha Wagner têm participação de figuras públicas que aprovam a prevenção. Responsáveis pelo Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), eles reforçam que esse desvio de conduta merece punição, mas também requer um tratamento mental de quem o comete.

Segundo o PhD, neurocientista, neuropsicólogo, biólogo e diretor geral da entidade, Fabiano de Abreu, “essa iniciativa foi tomada devido às pessoas na internet dizerem que isso é uma doença, também pelo fato de que isso está se tornando mais comum, não só este caso, mas outros casos impulsivos. Além disso, estamos preocupados com a saúde mental das pessoas, tanto é que o centro de pesquisas já perdeu a conta de quantos casos de pessoas sofrendo de problemas mentais relacionados à ansiedade e ao momento já se tornaram alvos de estudos por nossa equipe”, revela.

Diversas celebridades que aderiram à campanha, por exemplo a lutadora Cris Cyborg, a empresária e ex-panicat Carol Dias, a advogada e influenciadora digital Rafaella Ribeiro, esposa do cantor Latino, e a também influenciadora Anna Layza. Cris, por exemplo, revoltada com a agressão cometida por DJ Ivis, pede que as mulheres revidem essa situação: “Mulheres, reajam, denunciem. Um soco na cara desses monstros que não te respeitam”. Já Rafaella repudia toda e qualquer agressão às mulheres. “É inaceitável que tenhamos que lidar com esse tipo de atitude em pleno ano de 2021. Pior ainda é lidar com alguns posicionamentos no sentido de caracterizarem esses atos, como uma doença do ‘agente criminoso’. Nunca foi e nunca será! Isso é falta de caráter mesmo, desumanidade disfarçada de boas intenções! Que seja feita a Justiça de Deus e dos Tribunais!”, acrescenta. E Carol é taxativa: “Na minha visão isso não é uma questão de transtorno psiquiátrico, e sim de caráter da pessoa”.

Para a neuropsicóloga Leninha Wagner, esse desvio de conduta caracteriza um transtorno que define um comportamento socialmente inadequado ou agressivo: “A falta de controle da raiva, que é o principal sintoma do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), é quando essa pessoa está tomada por uma emoção negativa acaba explodindo e tendo este tipo de atitude. É preciso reforçar que deve ser feito um tratamento disso, ainda que a pessoa deva assumir seus atos, do ponto de vista legal”, destaca.

Além disso, o neurocientista Fabiano de Abreu orienta que essas pessoas com perturbações podem procurar os profissionais da saúde mental para a cura ou amenizarem seus transtornos. “Eu criei a neuroterapia e a psicoconstrução que é uma terapia com base na ancestralidade, na personalidade e nos neurotransmissores. Somados às terapias tradicionais e num período de tempo menor, é possível conseguir trazer resultados mais rápidos em uma era em que a ansiedade distorce o tempo e prejudica na aceitação terapêutica”.
Ainda sobre esta questão tão em evidência nos dias atuais, ele observa: “O excesso de ansiedade está revelando perturbações perigosas. A sociedade brasileira é a mais ansiosa do mundo. Essa atmosfera negativa eleva a ansiedade e o narcisismo resultante da necessidade de ser visto, da recompensa, está revelando a falta de empatia e perturbações perigosas”, detalha. “As agressões do DJ Ivis podem ser evitadas. Nossa luta é pela precaução. Mulheres, se o comportamento da pessoa que você se relaciona foge de um padrão normal, se ele não consegue se controlar, se assusta. Busque uma terapia para ele. Se ele não quiser, então o problema é mais sério. Não deixe chegar à agressão. Homens que batem em mulheres não são doentes, têm desvio de caráter, perturbações e em alguns casos transtornos graves. Na era do narcisismo patológico, os casos aumentam e tem diversos fatores que influenciam, entre eles, ansiedade, rede social e busca pela fama.”, completa.

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